|
Ele
reconstituiu
a
vida
de
Jesus
usando
informações
"ultra-secretas"
da
Nasa.
Com
elas
escreveu
sua
mais
conhecida
série
de
livros,
baseada
em
imaginárias
viagens
no
tempo
que
teriam
sido
empreendidas
pela
agência
espacial
americana.
Os
seis
volumes
de
Operação
Cavalo
de
Tróia
venderam
mais
de
2
milhões
de
exemplares
no
mundo
todo,
incluindo
o
Brasil,
onde
o
escritor
e
jornalista
espanhol
J.J.
(Juan
José)
Benítez
tem
uma
legião
de
fãs.
Não
satisfeito,
ele
assumiu
a
persona
de
Júlio
Verne
e
escreveu
a
"autobiografia"
do
criador
de
Vinte
Mil
Léguas
Submarinas.
Depois
de
longo
silêncio,
Benítez
está
de
volta.
Ele
estréia
como
diretor
de
uma
série
de
televisão
sobre
grandes
enigmas
da
humanidade,
Planeta
Encantado,
que
será
exibida
neste
domingo
para
uma
platéia
de
30
jornalistas
na
Jordânia.
Mesmo
antes
da
estréia
oficial,
em
outubro,
no
Canal
1,
o
mais
importante
da
Espanha,
a
série
já
está
sendo
negociada
com
uma
emissora
brasileira.
De
Bilbao,
em
entrevista
exclusiva
a
ÉPOCA,
o
escritor
garante
não
ter
esquecido
o
Brasil,
que
visitou
à
procura
do
extraterrestre
de
Varginha
e
da
erva
alucinógena
usada
no
chá
da
seita
do
santo-daime.
É
bem
possível
que
as
duas
experiências
venham
a
engrossar
a
lista
dos
best-sellers
escritos
por
Benítez
desde
que
testemunhou,
em
1974,
a
descida
de
um
disco
voador
no
deserto
de
Chilca,
no
Peru.
Benítez
trabalhava,
então,
como
repórter
de
um
jornal
de
Bilbao.
Hoje,
afastado
das
redações,
jura
que
todos
os
seus
33
livros
são
puro
jornalismo.
Tudo
o
que
faz
e
escreve,
garante,
resulta
de
pesquisas
e
investigação.
Nunca
inventou
nada.
A
série
televisiva
que
marca
sua
nova
etapa
profissional
é
quase
um
resumo
de
sua
carreira
de
repórter.
Nela,
Benítez
remexe
o
baú
pessoal
e
escolhe
os
temas
que
mais
o
desafiaram
desde
que
colocou
os
pés
na
estrada,
entre
eles
o
Santo
Sudário
de
Turim,
que
traria
as
marcas
do
rosto
de
Jesus
Cristo.
Benítez
jura
que
é
autêntico.
Abaixo,
a
entrevista
do
escritor.
ÉPOCA
–
Numa
de
suas
vindas
ao
Brasil
o
senhor
visitou
os
seguidores
da
seita
do
santo-daime,
bebeu
o
chá
de
ervas
e,
em
outra
ocasião,
investigou
o
caso
do
extraterrestre
que
teria
descido
em
Varginha,
no
interior
de
Minas
Gerais.
Qual
foi
a
sensação
que
experimentou
ao
tomar
a
ayahuasca
e
em
que
estágio
estão
suas
pesquisas
sobre
o
caso
do
ET
de
Varginha?
Há
planos
de
transferir
tais
experiências
para
um
livro?
J.J.
Benítez
–
A
experiência
com
a
ayahuasca
foi
incrível.
Jamais
vivi
algo
tão
intenso.
No
livro
Meus
Enigmas
Favoritos,
conto
esse
episódio
em
detalhes.
Em
síntese:
pude
voar
do
Brasil
para
a
Espanha
levando
a
cabo
dois
experimentos
previamente
programados
que
resultaram
perfeitos.
Por
fim
atingi
a
estratosfera.
Foi
muito
emocionante.
Lá
tive
a
última
e
fascinante
visão:
a
imagem
de
Jesus
de
Nazaré.
Sobre
o
caso
do
ET
de
Varginha,
publiquei
os
resultados
das
análises
científicas
dos
materiais
recolhidos
no
local
em
minha
página
na
internet.
Essas
análises
foram
feitas
por
várias
universidades
espanholas
(entre
elas
a
de
Madri
e
a
de
Granada)
e
demonstraram
que
aqueles
buracos
no
solo
não
eram
naturais.
É
bem
possível
que
inclua
essa
história
num
futuro
livro.
ÉPOCA
–
O
senhor
realiza
atualmente
uma
série
para
a
televisão
sobre
os
grandes
enigmas
do
mundo.
Qual
deles
é
o
mais
fascinante,
quantos
países
foram
visitados
para
compor
esse
panorama
e
como
é
a
estrutura
da
série?
J.J.
Benítez
–
Para
realizar
a
série
Planeta
Encantado
visitamos
22
países,
percorremos
110
mil
quilômetros
e
escolhemos
mais
de
600
locações.
Cada
um
dos
13
programas
da
série
tem
50
minutos
e
estuda
em
profundidade
enigmas
como
o
Santo
Sudário
de
Turim
e
as
esferas
de
pedra
do
México,
as
mentiras
da
Nasa,
o
possível
paradeiro
da
Arca
da
Aliança
e
o
grande
segredo
de
Colombo,
passando
pela
pintura
da
Capela
Sistina
e
os
registros
do
período
neolítico.
Planeta
Encantado
pretende
abordar
esses
grandes
mistérios
com
base
científica,
mas
convidando
o
espectador
a
sonhar
com
a
beleza
das
imagens
e
da
música.
|
 |
ÉPOCA
–
É
impossível
não
notar
certa
semelhança
entre
sua
trajetória
e
a
do
escritor
Paulo
Coelho.
O
senhor
o
conhece?
Qual
é
sua
opinião
sobre
ele?
J.J.
Benítez
–
Cada
ser
humano
tem
seu
papel
na
vida.
Tudo
o
que
leva
o
leitor
a
se
questionar
e
a
pensar
por
conta
própria
é
positivo.
ÉPOCA
–
Sendo
um
escritor
que
já
conversou
com
Deus,
como
conta
em
um
de
seus
livros,
qual
é
sua
aposta
no
novo
papa?
Como
será
o
perfil
do
sucessor
de
João
Paulo
II
e
o
que
diz
sobre
o
futuro
da
Igreja
Católica?
J.J.
Benítez
–
Não
creio
em
nenhuma
religião.
Para
mim
a
Igreja
Católica
não
foi
fundada
por
Jesus
de
Nazaré.
Conseqüentemente,
não
me
interessa
o
papa.
Suponho
que
seu
sucessor
estará
preso
às
mesmas
algemas
de
qualquer
multinacional,
porque
é
assim
que
vejo
o
Vaticano.
A
respeito
do
futuro
da
Igreja
Católica,
chegará
o
dia
em
que
ela
vai
desaparecer
como
instituição
tal
como
hoje
é
conhecida.
O
bom
Deus
não
precisa
de
dogmas,
hierarquia
ou
proibições.
| “ |
Sobre
Paulo
Coelho
(foto
acima):
Cada
ser
humano
tem
seu
papel
na
vida.
Tudo
o
que
leva
o
leitor
a
se
questionar
e
a
pensar
por
conta
própria
é
positivo.
--*--
Não
creio
em
nenhuma
religião.
Para
mim
a
Igreja
Católica
não
foi
fundada
por
Jesus
de
Nazaré.
Não
me
interessa
o
papa.
Seu
sucessor
estará
preso
às
mesmas
algemas
de
qualquer
multinacional. |
„ |
|
ÉPOCA
–
A
publicação
dos
evangelhos
apócrifos
e
o
crescimento
desse
tipo
de
literatura
fazem
suspeitar
que
os
cristãos
não
estão
satisfeitos
com
a
versão
da
vida
de
Cristo
pelos
evangelhos
sinópticos.
Por
que
o
senhor
diz
que
quer
reescrever
os
Evangelhos
ao
publicar
uma
série
como
Operação
Cavalo
de
Tróia
e
quais
fontes
usou
para
afirmar
que
Maria
não
era
virgem
ou
suspeitar
que
Jesus
fosse
uma
projeção
holográfica?
J.J.
Benítez
–
A
vida
e
as
palavras
de
Jesus
de
Nazaré
foram
manipuladas
e
silenciadas.
Esse
foi
o
principal
motivo
que
me
levou
a
escrever
de
novo
o
que
pode
ter
sido
a
vida
do
Filho
do
Homem.
Jamais
revelei
a
fonte
principal
de
Operação
Cavalo
de
Tróia,
nem
pretendo
fazê-lo
enquanto
for
vivo.
É
possível
que
eu
deixe
essas
revelações
por
escrito
para
ser
divulgadas
após
minha
morte.
De
qualquer
modo,
jamais
afirmei
que
Jesus
foi
uma
projeção
holográfica.
ÉPOCA
–
O
senhor
já
citou
os
filmes
de
Spielberg
como
exemplos
que
chegaram
a
um
retrato
fiel
dos
reais
extraterrestres.
Em
que
documentos
ou
testemunhos
o
senhor
se
baseia
para
afirmar
tal
semelhança?
J.J.
Benítez
–
Dediquei
30
anos
de
minha
vida
à
investigação
dos
óvnis,
entrevistando
centenas
de
pessoas
que
testemunharam
a
aparição
de
naves
espaciais.
Eu
mesmo
as
vi
em
quatro
ocasiões.
ÉPOCA
–
Viagens
no
tempo
são
uma
constante
nos
livros
de
ficção
científica.
O
senhor
conta
uma
delas
ao
recriar
a
história
de
Jesus
em
Operação
Cavalo
de
Tróia.
Já
fez
uma
viagem
dessas
ou
apenas
inspirou-se
numa
experiência
de
um
major
da
Força
Aérea
americana?
J.J.
Benítez
–
Limitei-me
a
transmitir
suas
informações.
Já
disse
em
ocasiões
anteriores
que
há
menos
imaginação
do
que
sugere
a
série
Operação
Cavalo
de
Tróia.
| “ |
Sou
otimista
a
respeito
do
futuro.
Temos
problemas
de
crescimento,
como
qualquer
criança,
mas
continuamos
avançando.
O
planeta,
a
humanidade
necessitam
de
tempo.
--*--
Sobre
Bin
Laden
(foto
abaixo):
Quanto
aos
atentados
do
11
de
setembro,
tenho
uma
opinião
muito
diferente
da
versão
que
foi
divulgada.
Uma
pista:
sabia
que
Bin
Laden
foi
treinado
pela
CIA? |
„ |
|
ÉPOCA
–
O
senhor
também
declarou
que
não
acredita
em
reencarnação,
mas
seu
livro
Eu,
Júlio
Verne
dá
a
entender
que
J.J.
Benítez
seria
Verne
reencarnado.
Poderia
explicar
um
pouco
melhor
seu
interesse
por
ele,
já
que
não
tem
o
hábito
de
ler
livros
de
ficção
científica?
J.J.
Benítez
–
Devo
dizer
que,
ao
contrário,
não
acredito
mesmo
em
reencarnação.
Parece-me
uma
"solução"
muito
humana,
imprópria
da
imaginação
divina.
Deus
não
se
repete
jamais.
Por
que
iria
se
repetir
no
nascimento
ou
na
morte?
Sinceramente,
creio
que
só
se
morre
uma
vez.
ÉPOCA
–
O
senhor
afirma
que
desconhecemos
a
existência
da
vida
inteligente
de
outros
planetas
porque
somos
primitivos.
Quem
garante
que
os
extraterrestres
não
são
ainda
mais
primitivos?
J.J.
Benítez
–
Para
chegar
à
Terra
eles
têm
de
ser
mais
evoluídos.
Ou
isso
seria
impossível.
ÉPOCA
–
Alguns
livros
seus
parecem
escritos
por
um
médium,
como
O
Testamento
de
São
João
e
Enfim
Livre!
O
senhor
fala
com
os
mortos?
J.J.
Benítez
–
Claro
que
não.
O
fato
de
ter
determinadas
experiências
com
meu
pai
morto,
como
a
relatada
no
livro
Enfim
Livre!,
não
significa
absolutamente
que
me
comunico
com
os
mortos.
ÉPOCA
–
Como
o
senhor
interpreta
os
atentados
terroristas
de
11
de
setembro
aos
Estados
Unidos?
Acredita
que
estamos
a
caminho
de
uma
Terceira
Guerra,
um
conflito
final
entre
o
mundo
cristão
e
o
muçulmano?
J.J.
Benítez
–
Sou
otimista
a
respeito
do
futuro
do
mundo.
Temos
problemas
de
crescimento,
como
qualquer
criança,
mas
continuamos
avançando.
O
planeta,
a
humanidade,
necessitam
de
tempo.
Quanto
aos
atentados
do
11
de
setembro,
tenho
uma
opinião
muito
diferente
da
versão
que
foi
divulgada.
Uma
pista:
sabia
que
Bin
Laden
foi
treinado
pela
CIA?
ÉPOCA
–
Em
várias
ocasiões
o
senhor
garantiu
guardar
documentos
secretos
que
conseguiu
de
governos
e
provam
a
existência
de
discos
voadores
e
outros
fenômenos.
Por
que
não
os
divulga?
J.J.
Benítez
–
Tudo
tem
seu
momento
certo...
|