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 Celina

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Um núcleo de átomo ou um próton viaja pelo espaço a uma velocidade próxima à da luz no vácuo (300 000 quilômetros por segundo).

Ao chegar à atmosfera, a viajante sideral colide com os átomos do ar e os quebra. Parte da energia liberada nessa trombada vira luz - visível e invisível, como raios gama. Outro tanto sai como matéria - elétrons e mais fragmentos de nomes estranhos, como múons, píons e neutrinos.

Esses fragmentos chocam-se por sua vez com novos átomos. A cada impacto são arrancados mais pedaços e é criada mais luz.

Quando chegam a pouco mais de 1,5 quilômetro do chão, as sucatas subatômicas mexem com os elétrons dos átomos do ar. O que gera luz ultravioleta. O brilho dessa luz pode ser captado por aparelhos científicos.É aqui que entram os detectores de zévatrons. Eles não capturam o zévatron diretamente, mas os efeitos que ele provoca na atmosfera.

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